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CASAMENTO E QUADRILHA CAIPIRA

Sunday, May 8, 2011 0 comments

Quadrilha e Casamento Caipira

Folclore Brasileiro *Tipo:* peça e dança.
*Personagens:* Noivo, noiva, pai da noiva, xerife, padre; vários casais.


1. Os pares, de braços dados, entram em fila, dão uma volta no salão, e
param próximo a mesa/altar.
Ordem da entrada: noivos, padre e viúva, pais do noivo, pais da noiva,
xerife e mulher, convidados.
2. Realiza-se o casamento. *(o texto abaixo é uma sugestão cômica e com fala
"caipira").*

Xerife (X): Hoje vim acá no Arraiá pra módi casá esse par di moçus que
pretendi formá uma famía nova nu arraiá dus sapus, sabiá e tico-tico donde
vancês tudo móra. Padre (P): U novio qui é fio du fazendêro Mané Pistola
mais sua muié comadre Agostinha si chama Inhozinho Manduca Pinduca, i a
novia qui é fia du comendadô Chico Chicote mais sua muié comadre Nicota, si
chama Chica Brotoeja.
X: Prá ocês num fazê fofoca falando só verdade peçu a toda moçada aqui
reunida si subé qui já são casadus notras parages avisá prá eu num arrealizá
este casório.
P: Vamus moçada, ocês acha qui podi ele cum ela ajuntá seus trapus hoje?
Intão vamus prá frente mi arrespondendo...
(O noivo ameaça fugir, mas o pai da noiva, aponta uma espingarda e o traz
de volta)





VEJA TAMBÉM



P: Ocê, Manduca Pinduca, arrecebe Chica Brotoeja?
Noivo: Eu Manduca Pinduca arrecebo á vosmecê Chica Brotoeja como minha
muié legítima i verdadêra.
P: I vancê, Chica Brotoeja?
Noiva: Eu, Chica Brotoeja, arrecebo a vois Sinhozinho Manduca Pinduca
como meu legítimo i verdadêro maridu.
P: Depois dessas adeclaração tudo pessoar eu vô a declará vancês casadus:
maridu i muié. Prá ocês vivê cum muito amô, um só pru ôtru nu seu rancho sem
oiá pra mais ninguém. CApinandu a roça de mío, cuidando das prantação i
povoandu o arraiá cum argumas dúzia de fios pru mundu num acabá.
X: Vamus dançá a quadria ocês tudo, pessoar!

3. Formar novamente a fila. O "cantador" da quadrilha deve anunciar os
passos (em negrito): *Passeio dos Namorados*.
Cada um com seu par, de braços dados em fila.
*Olha os cumprimentos* Se dividem em dois grupos, sem desfazer os casais, um
grupo de frente para o outro.
*Cumprimento das damas.*
As damas vão até o meio, dançando e segurando a saia. Quando se encontram no
meio, fazem uma reverência graciosa. Enquanto isso os homens batem palmas.
*Anarriê*
As damas voltam de costas ao seu lugar.
*Cumprimento de cavalheiros*
Os cavalheiros vão até o centro, batendo os pés e com as mãos para trás.
Quando se encontram tiram o chapéu e se curvam.
*Anarrieê*
Recolocam o chapéu e voltam de costas ao seu lugar.
*A Galope*
De cada uma dos grupos, saem 2 pares "cavalgando", se cruzam no meio e
trocam de lugar.
*Passeio dos Namorados*
*Caminho da roça*
Os pares se desfazem, passando cada dama para frente do seu par, e continuam
andando em fila. (atenção para que fique intercalado - dama, cavalheiro,
dama, cavalheiro)

*Olha o trem!*
Cada um pega na cintura da pessoa a sua frente.
*Enguiçou!*
Param...
*Marcha-à-ré!*
Andam de costas em trem
*Consertou!*
Seguir em frente.
*Olha a chuva!*
Cada um coloca as mãos entrelaçadas sobre a própria cabeça.
*Já passou!*
Os cavalheiros colocam os braços para trás, as damas seguram a saia.
*Olha a cobra!*
Todos gritam "Ui!" e se viram - a fila agora anda em sentido contrário ao
que vinha.
*Já foi embora!*
Todos gritam "Oba" e se viram - a fila volta a andar no sentido inicial.

*Grande roda*
Se dão as mãos e formam uma roda (atenção para que fique intercalado - dama,
cavalheiro, dama, cavalheiro) *Damas ao centro*
Manter 2 rodas, a de cavalheiros por fora e a de damas por dentro.
*Cestinha de Rosas*
Cada dama deve parar à direita de seu par. Os cavalheiros levantam os braços
e as damas passam por baixo. Girar.
*Grande Roda*
Desfazem a cesta e se dão as mãos.
*Cavalheiros ao centro*
*Cestinha de cravos*
Cada cavalheiro deve parar à direita de seu par. As damas levantam os braços
e os cavalheiros passam por baixo. Girar.
*Grande roda.*
*Olha o caracol!*
A noiva puxa a fila, sem desfazer a roda, e começa a formar uma serpentina
dentro da roda, até chegar ao centro.
*Desmanchar*
A noiva volta e começa a desfazer, até conseguir formar a grande roda de
novo.
*Passeio dos Namorados*
Formar os pares novamente, e andar em fila (sempre damas atras de damas e
cavalheiros atrás de cavalheiros).
*Olha o Túnel!*
Os noivos param e se dão as mãos no alto, por cima da cabeça, formando uma
"casinha", o próximo par, passa por debaixo do tunel e forma também a
"casinha" e assim sucessivamente, até todos passarem. Os noivos então
desfazem a sua "casinha" passam por debaixo de todo o tunel e se dão os
braços, formando o "Passeio dos namorados"; cada par então também desmonta a
"casinha" passa pelo tunel e o vão desfazendo.
*Hora do Baile*
Os casais param e formam uma roda bem aberta.
*Valsa dos noivos*
Os noivos vão para o meio da roda e dançam.
*Viva o xerife!*
O xerife e seu par se juntam aos noivos.
*A dança agora é geral!*
Todos valsam.
*Lá vem o arara!*
Um cavalheiro sem par entra na roda com um cabo de vassoura e o entrega para
qualquer cavalheiro da roda e dança com a dama dele. O cabo de vassoura vai
sendo passado entre os cavalheiros até a valsa acabar.
*Cada um com seu par!*
*Passeio dos namorados*
*Despedida*
Vão saindo acenando, as damas com a mão (ou com um lenço), os cavalheiros
com o chapéu.

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Atividades de Portugues Literatura - Contos e Historias

Saturday, June 26, 2010 0 comments
A Gazela e o Caracol

Uma gazela encontrou um caracol e disse-lhe:
__ Tu, caracol, és incapaz de correr, só te arrastas pelo chão.
O caracol respondeu:
__ Vem cá no Domingo e verás!



O caracol arranjou cem papéis e em cada folha escreveu: «Quando vier a gazela e disser "caracol", tu respondes com estas palavras: "Eu sou o caracol"». Dividiu os papéis pelos seus amigos caracóis dizendo-lhes:
__ Leiam estes papéis para que saibam o que fazer quando a gazela vier.
No Domingo a gazela chegou à povoação e encontrou o caracol. Entretanto, este pedira aos seus amigos que se escondessem em todos os caminhos por onde ela passasse, e eles assim fizeram.
Quando a gazela chegou, disse:
__ Vamos correr, tu e eu, e tu vais ficar para trás!
O caracol meteu-se num arbusto, deixando a gazela correr.

Veja outras poesias e contos já publicados em nosso blog:


histórias
poesias


Enquanto esta corria ia chamando:
__ Caracol!
E havia sempre um caracol que respondia:
__ Eu sou o caracol.
Mas nunca era o mesmo por causa das folhas de papel que foram distribuídas.
A gazela, por fim, acabou por se deitar, esgotada, morrendo com falta de ar. O caracol venceu, devido à esperteza de ter escrito cem papéis.

Comentário do narrador : «Como tu sabes escrever e nós não,
nós cansamo-nos mas tu não. Nós nada sabemos!».
Eduardo Medeiros (org.). Contos populares moçambicanos, 1997
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Educação infantil - PROJETO BRINCANDO E AMANDO O PLANETA TERRA

Tuesday, October 13, 2009 0 comments
Fiz um trabalho legal com meus alunos acerca das brincadeiras e brinquedos tradicionais.
O mesmo envolvia entrevistas com papai e mamãe, vovó e vovô sobre as brincadeiras da época de criança e que, hoje com a dita "vida moderna" e suas conseqüências - violência e outras - estão tão escondidas no fundo dos baús...eu brinquei muito com minhas irmãs na rua com as amigas, mas meu filho não pude dar a mesma oportunidade...na rua e sim na escola desde os 10 meses onde me sentia mais segura.



Na minha concepção de educadora, á partir de agora caberá à escola através dos seus profissionais envolvidos com a arte de educar, acreditar e resgatar tais brincadeiras e brinquedos tão importantes para o crescimento integral das crianças. É preciso acreditar, envolver-se de corpo e alma nos projetos que agreguem valores nas nossas crianças.

Assim, projetei este e, o mesmo está sendo desenvolvido na nossa escola.
Ele além do resgate de brinquedos e brincadeiras visa ainda amar o Planeta Terra uma vez que, os brinquedos são confeccionados com sucatas.

Vale a pena conferir! Eu indico e aprovo! As crianças estão adorando...

Att,
Lilian Jane Antunes dos Santos.
Montes Claros/MG
Escola Montessori Pedacinho do Céu

ESCOLA MONTESSORI PEDACINHO DO CÉU
PROJETO SEMANA DA CRIANÇA – 05 A 09 DE OUTUBRO/ANO 2009
Coordenação pedagógica LILIAN JANE ANTUNES DOS SANTOS
Objetivo: Resgatar brincadeiras e brinquedos tradicionais através da reciclagem.

Com a consciência de que a criança que desenvolve um forte amor por seu meio ambiente e por todos os seres vivos, criança que descobre a alegria e o entusiasmo no trabalho, temos motivos para esperar que a humanidade possa se orientar numa nova direção.
Cidadã do Mundo, Maria Montessori amplia seu olhar para além das fronteiras de cada nação e vê o universo como a verdadeira nação da humanidade: a que reúne como irmãos homens de todas as raças, de todas as culturas, de todos os credos. É com esse pensar que desenvolveremos, o nosso Projeto Brincando, Reciclando e Amando o Planeta Terra.
“Essa é a nossa filosofia. O sonho já começou". Maria Montessori
BRINCANDO, RECICLANDO E AMANDO O PLANETA TERRA


BRINCADEIRAS: Quem gosta de brincar ? Qual é a brincadeira que vocês mais gostam? Quem ensinou para você esta brincadeira? As brincadeiras também fazem parte dos costumes das pessoas de lugares diferentes. As brincadeiras podem ser diferentes dependendo do lugar em que se vive. Vamos relembrar algumas brincadeiras? As brincadeiras também fazem parte do folclore. Elas foram ensinadas pelo pai ou mamãe que aprendeu com nossos avós ou outras pessoas da época. Hoje nós estamos ensinando o que nós aprendemos para os nossos colegas. Até eu sua professora estou aprendendo com vocês! Eu ensino vocês e também aprendo com vocês. Isso é uma troca de brincadeiras que conhecemos...Vamos lá? Primeiro vamos falar da brincadeiras que conhecemos. O ideal é juntar um grupo de crianças e brincar com elas na rua, nas calçadas ou em praças tranqüilas. Na lista das brincadeiras mais conhecidas estão: queimada, barra-bandeira, cabo-de-guerra,elástico, cama-de-gato, bola de gude, peteca, esconde-esconde, boca-de-forno, academia ou amarelinha, passarás, rica e pobre, mamãe dona da rua, esconde a peia, adedonha ou stop, quebra-panela, cabra-cega, bambolê, pula corda. Esses jogos e brincadeiras infantis populares, além da competição, desenvolvem a imaginação, o espírito de colaboração, a socialização e ajudam a criança a se adaptar melhor ao mundo.
Sugestão: Explicar como se brinca cada uma delas e perguntar qual eles querem brincar primeiro: Pega-pega, Pular corda, Cabra-cega, Elástico ( dois colegas seguram entre pernas um elástico circular para que um outro pule de maneiras diferentes. Quando errar, deverá passar a vez para outro colega) Amarelinha: Quem conhece? Sabiam que ela também tem outros nomes? Ela também é chamada de sapata, maê, marela,... a Amarelinha é uma brincadeira onde se desenha no chão vários quadrados empilhando-os e depois numera-se à partir do número 1. Joga-se uma pedrinha começando da casa número 1. Ao começar a pular com um pé só, não se deve pular na casa que está a pedra e deve-se ir até a última casa feita e numerada e depois voltar do mesmo jeito pulando com um pé só. Assim, na volta, abaixa-se apoiando num pé só e salta a casa que retirou a pedra. Se cair desequilibrando , deve passar a vez para o próximo colega. Deixar as crianças brincarem com seu auxílio. Outras: Coelhinho sai da toca, Barra barra manteiga, Pega-pega, Garrafão, Marré-derci, cadê a margarida, but-quer, estátua, boca-de- forno, Porta-bandeira, cama-de-gato...Passar anelzinho..., cantigas de roda(atirei o pau no gato, cirandas...) BRINCADEIRA CANTADA: É a brincadeira em que se canta e brinca junto. História cantada da serpente: Esta é história da serpente, que desceu o morro e perdeu metade do seu rabão. Ei!( parar de frente de algum colega que deverá passar debaixo da perna de quem encabeça a fila- todos deverão abrir as pernas para que este passe por debaixo das pernas de todos da fila e, quem passou debaixo será o novo a iniciar a fila cantando e fazendo gestos diferentes que deve ser seguido por todos) Você aí, é um pedaço do meu rabão( repetir este final até que o colega tenha chegado ao final da fila: ãããão!).Continua até que todos tenham participado sendo um pedaço do rabão da serpente.
Brinquedos populares: Nós todos gostamos de brincar, não é mesmo? A gente brinca somente com o colega ou pode brincar sozinho? De quais outras maneiras a gente pode brincar? Muito bem com brinquedos ou sem brinquedos. Mas quais são os brinquedos que vocês mais brincam com os amigos ou sozinhos? (Os alunos falarão mais dos eletrônicos e quando alguém falar dos populares, segurar como gancho da sua fala) Existem alguns brinquedos que existem desde a época em que a vovó e o vovô brincavam porque eram crianças. O nosso papai e a nossa mamãe também brincou com as amigas dela com estes brinquedos. Estes brinquedos são as bolinhas de gude, a Pipa que também tem outros nomes como pandorga- arara- arraia- papagaio, a Corda para pular, o Pião, o Bilboquê...O Pára-quedas... Quem conhece e já brincou com os eles? Na época da vovó as crianças faziam os brinquedos para brincar porque não existiam fábricas de brinquedos. Elas faziam bonecas de meias, fogãozinho para fazer comidinhas ou guizadinhos(aproveitar o fogão e o forno que tem na escola), e os meninos faziam carrinhos de latas, boizinho de manga verde e construíam até fazendinhas. Eles mesmos faziam os brinquedos... Hoje em dia as pessoas não estão brincando muito com estes brinquedos porque nas lojas tem brinquedos eletrônicos que funcionam à pilha e controle remoto. As crianças que não tem condições de comprar brinquedos das lojas e não ganham fazem brinquedos de material reciclado aproveitando garrafas de plástico usadas para fazerem carrinhos, bilboquês, vai-vem, lata de refrigerantes para fazerem pião... sacos plásticos para fazer pipas... E então, vamos conhecer como se brinca com os brinquedos da época da vovó e da mamãe? (Explicar sobre cada um e dar um tempo para a exploração dos brinquedos populares)**Confeccionar um pé-de-lata, balangandão (TNT, jornal e barbante), ou biloquê (barbante, garrafinha pitchula durex colorido) para cada criança.


Escola Montessori Pedacinho do Céu
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DA CRIANÇA - 2009 Coordenação: Lílian Jane Antunes Lembrete: teremos aula normal em sala:
-Matutino de 7:30 até 9:30 – depois, lanche e atividades do JIEMPEC;
-Vespertino de 13:00 até 15:00 –depois, lanche e atividades do JIEMPEC;
DIA/HORÁRIO
ATIVIDADE do JIEMPEC
PROVIDENCIAR
05/10(2ª feira)
*Abertura com Hino Nacional e Bandeira;
*Juramento da Semana da criança;
*Explanação do Projeto - Não tem recreio, nem Educação Física. Esta semana foi selecionada para resgate de brincadeiras e brinquedos;
*Brincadeiras – Cada dupla de professor já deve ter planejado(de acordo com o prospecto acima) as brincadeiras deste dia; Pode ser em sala, no quiosque, na quadra, na área...na sala
Só não vale ter criança sem participar ou turma parada! Cada professora da dupla comandará uma brincadeira por sua vez e a outra deverá auxiliar; Você deverá ser a primeira a brincar pois só assim a criança também imitará; Acredite... Você faz a diferença!
-Reforçar as pinturas:amarelinhas, coelhinho sai da toca, garrafão, cama-de-gato, elástico, marré-derci, queimada, boca de forno, cirandas, cantigas de roda, cabo-de-guerra, boca-de-forno, cadê a margarida,pega-pega,pular corda,porta-bandeira,
passar anelzinho,cabra-cega...
06/10(3ª feira)
*Brinquedos – Cada professor deve ter planejado (de acordo com o prospecto acima) os brinquedos a serem confeccionado neste dia em sala; FAVOR não pedir material no dia. Será entregue um “Kit de material de apoio” (cola, barbante, TNT, glíter, bastão de cola quente, plasticola, etc) EVITE DESPERDÍCIO! Sua sala deverá estar limpa no final do seu turno. Materiais devidamente guardados e no final da semana devolvidos os que sobram. Não fugir do que foi proposto:BRINQUEDOS POPULARES.
Colocar nome no brinquedo da criança; Guardar na escola até o final da semana para levarem na sexta-feira; Zelar para que todos tenham vários brinquedos bem apresentáveis!
-“Kit de material de apoio”:cola, barbante, TNT, glíter, bastão de cola quente, plasticola, etc)
- Sucatas trazidas de casa pelas crianças:
Pião, bilboquê, peteca, balangandão, vai-vem, pára-quedas, pé-de-lata, cata-vento, ioio...
Argola de bola de sabão
07/10(4ª feira)
*Brincadeiras – seguir na ordem, com novas brincadeiras do Projeto;
08/10(5ª feira)
*Brinquedos – seguir na ordem, confeccionando os demais brinquedos do Projeto;
09/10(6ª feira)
Todos das
7:30 ás 11:30
*Encerramento: Apresentação livre das crianças com seus brinquedos até às 10 horas;
*10às 10:30 – Lanche coletivo pra todos e hora dos Parabéns(Bolo pela Escola)
*10:30 às 11:30 -Show com o Palhaço SONRISAL
*Entrega da lembrancinha individual de cada professor alusivo ao tema Brinquedo Popular (padronizado para meninos e para meninas)
Querida Professora, mais uma vez certa de que juntas somos muito mais do que imbatíveis, sou a maior torcedora do sucesso do seu trabalho neste ano em que fomos as privilegiadas para coroar o Pedacinho do Céu em seus 25 anos. Não fomos estamos aqui por acaso! Assim, seja a entusiasta da sua turma. Eles também acreditam em você. Com todo o meu carinho, Lílian Jane Antunes. Coordenadora Pedagógica.
VEJA IMAGENS DAS BRINCADEIRAS:
AMARELINHA
CORDA PIÃO PIPA BOLA DE GUDE
POLICIA LADRÃO CORDA 5 MARIAS PE DE LATA RODA
VEJA AS IMAGENS DOS BRINQUEDOS: BALANGANDÃO CAVALINHO, PETECA, PIPA, PE-DE-LATA, PIÃO CINCO MARIAS PIPA DE SACO DE PAPEL CARRINHO PARA-QUEDAS DE SACO PLÁSTICO CHOCALHOS BILBOQUÊS, PIÃO, VAI-E-VEM, VAI-E-VEM PIÃO PETECA CATA-VENTO BILOQUÊS- PE-DE-LATA VAI-VEM MÓBILE PANDEIRO E CHOCALHO BILOQUÊ PANDEIRO E CHOCALHO Argola para bola de sabão pião ioio
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Reposicção das aulas - deixe seu comentário!

Thursday, August 13, 2009 0 comments
Leia a reportagem do
SPTV do dia 11. Paulo :Renato também falou isso no sptv mas nãio encontrei o
link
bjs
Sonia R ubeda
Home > SPTV 2ª
Edição >
11/08/2009>
Reportagem
Escolas estaduais cumprirão 200 dias de ano letivo
A reposição das duas semanas paradas por causa da nova gripe poderá ser
feita aos sábados e em dezembro.
As escolas particulares devem adotar as mesmas medidas. Em algumas escolas
particulares as aulas já voltaram e os pais estão ansiosos para saber como
os dias de aula perdidos vão ser repostos.
“Tem a semana do saco cheio em outubro que pode ser usada, mas que eu espero
que não seja”, diz Marta Kassab, mãe de aluna.
“Eles conseguem encaixar no ano letivo, aos sábados ou no final do ano”, diz
Andréia Gomes, médica.
As escolas particulares têm até o dia 31 para definir o novo calendário.
Para o sindicato das escolas da rede privada, as aulas não devem passar do
dia 20 de dezembro.
A reposição pode ser feita com horas extras, aos sábados e na semana de
outubro que, tradicionalmente os alunos tiram folga.
“Não acredito que isso seja repassado para as mensalidades. Todo tipo de
prestação de serviço acaba tendo algum contratempo e o prestador de serviço
tem que estar atento a isso e saber como lidar com esse tipo de coisa.
Então, não acredito que isso venha trazer nenhum custo a mais para a família
dos nossos alunos”, diz Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do Sindicato
das Escolas Particulares.
Por se tratar de uma situação emergencial provocada pela nova gripe, o
Conselho Estadual de Educação disse que tanto as escolas particulares quanto
as públicas não precisam cumprir os 200 dias letivos obrigatórios pela lei
de Diretrizes e Base.
Apesar disso, a Secretaria de Educação disse que as escolas estaduais vão
cumprir, sim, os 200 dias letivos. Cada escolas poderá definir o seu
calendário, seja com aulas aos sábados e ou com alguns dias a mais em
dezembro.
“Em torno de metade de dezembro, em torno do dia 20 de dezembro todas as
atividades podem estar concluídas mesmo repondo todos os dias que devem ser
repostos”, diz Paulo Renato Souza, secretário estadual da Educação.
A partir da semana que vem, quando recomeçarem as aulas na rede estadual,
alunos e professores vão receber uma cartilha como orientações para se
proteger da nova gripe.
*Ainda nesta edição* » Zubin Mehta visita comunidade de
Heliópolis
» Justiça não libera estabelecimentos de cumprir a lei
antifumo
» Preso ex-policial acusado de matar
homossexuais
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» Assassinato na região do
ABC
Ver
edição completa de 11/08/2009
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AMOR SUFICIENTE PARA TODOS

Monday, June 15, 2009 0 comments
amor, flor, love, dia dos namorados


Ricardo podia ouvir o vento frio soprando lá fora e se sentiu muito alegre por ter uma casa confortável e quentinha. Ele estava observando sua mãe descascando maçãs para fazer um doce, enquanto alisava seu cachorrinho de estimação que já estava quase dormindo.

A mamãe, com todo cuidado tirava a fina casca das maçãs. A casca se enrolava, enquanto sua faca dava voltas ao redor da maçã. Sua irmã, Sandra, estava bem perto da mamãe, pegando as cascas antes que tocassem na panela.

- Eu também quero fazer isto – disse Ricardo, enquanto chegava mais perto da mamãe. – A próxima casca é minha, não é, mãe?

- Há cascas suficientes para os dois – disse a mãe – e acho que ainda vai sobrar. – E ela sorriu para Ricardo.

O sorriso da mamãe fez com que Ricardo ficasse muito satisfeito. Ele olhou para ela e sorriu também, e notou que a mamãe estava sorrindo para Sandra.

Neste momento uma casca de maçã caiu no chão, e Muchinga, a gatinha, pulou em cima dela.

- Ó, Muchinga, você é muito malandra! Disse Ricardo se divertindo, vendo como ela jogava a casca. – Você quer brincar, não é? Está bem, então venha aqui que eu vou brincar com você.

Ricardo foi até a sala e encontrou o brinquedo especial e preferido da gatinha, uma longa fita com uma pequena bola vermelha amarrada na ponta. Ele corria ao redor da sala puxando fita, enquanto Muchinga procurava caçar a bolinha.

- Grrr! – resmungou Tuty, o cachorrinho, correndo e tentando agarrar a bola. Ele havia acabado de acordar e queria entrar na brincadeira. Mas, Muchinga não gostou da história, levantou suas costas e seu pêlo, e... arranhou o Tuty. Este por sua vez, latiu, latiu e deu uma patada em Muchinga.

- Que aconteceu. Venham aqui vocês dois – disse Ricardo, sentando entre eles e gentilmente agradando cada um. – Não se preocupem. Nós podemos brincar todos juntos. Eu gosto de cada um da mesma maneira.

Pouco tempo depois tanto o cachorrinho quanto à gatinha, estavam dormindo, e Ricardo voltou para a cozinha. Sandra continuava ajudando a mãe a colocar as maçãs numa panela grande.

- Eu quero fazer isso – disse Ricardo, tentando alcançar a panela.

- Há lugar suficiente para os dois, e muitas maçãs também – disse a mãe. E desta maneira Ricardo e Sandra se revezavam ajudando até que a panela estava bem cheia.

Quando as maçãs estavam fervendo em cima do fogo, Ricardo olhou para a mamãe e perguntou:

- De quem você gosta mais, mãe, de Sandra ou de mim?

Ele esperou ansioso pela resposta. Sandra ouviu o que Ricardo tinha perguntado, e veio para perto para ouvir o que a mamãe iria responder.

Ricardo ficou muito surpreso pelo que a mãe fez então. Ela sorriu, sentou-se, e colocou um braço ao redor de Ricardo e o outro braço ao redor de Sandra.

- Ricardo – ela disse – eu vi você brincando com seu gatinho e com o seu cachorrinho.

De qual dos dois você gosta mais?

- Oh, gato e cachorro são diferentes – respondeu Ricardo. – A gatinha é branca e macia, tem lindos olhos azuis. Tuty é todo crespinho e preto, e tem um nariz comprido e bonito. Eu não gosto mais de um do que do outro.

- Bem – disse a mãe – Sandra é uma menina, com longos cabelos e olhos escuros. Você é um menino, tem cabelos curtos e olhos azuis. Vocês são ambos meus filhos, e eu amo a cada um da mesma maneira. Tenho amor suficiente para os dois, e ainda tem mais amor sobrando.

Ricardo se sentiu muito bem ao ouvir isto. Sandra também estava sorrindo.

- E sabem – acrescentou a mamãe – Deus nos ama da mesma maneira também. Ele tem muito amor por cada pessoa neste mundo.

- Assim como maçãs – riu Ricardo. – Suficiente para todos, e algumas de sobra.

Deus nos ama muito mesmo – ama a cada um de nós. Vamos lhe dizer “Muito Obrigado” por nos amar tanto e por ter feito um mundo tão maravilhoso onde podemos viver.

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A VINGANÇA DO INDÍGENA - texto infantil - atividade para o Dia do índio

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indios, dia do índio

Era um fim de verão, faz muitos, muitos anos, na América do Norte. Fazia meses que não chovia, e o sol castigava a terra sem piedade, de maneira a secar os córregos e riachos, ficando só os rios de maior volume d’água.

Um jovem alto, esbelto, chamado Daniel Wilson, trabalhava perto de seu rancho, localizado numa curva em que os campos se encontravam com a imensa floresta. Era o único homem branco, muitas e muitas léguas separado dos demais, e a esposa dele era a única mulher branca naquele lugar.

Por um trilho que vinha da floresta para o campo, apareceu um indígena de estatura elevada e de aspecto nobre. Porém andava como que cansado, movimentando-se irregularmente, e em seu rosto se observavam traços de doença e de quem estava muito sedento. Ao se aproximar do rancho, hesitou, por um momento, e depois se aproximou do homem branco.

“Estou muito sedento; pode fazer o favor de me dar água para beber”, disse ele.

“Vá embora”, foi a áspera resposta. “Não dou coisa alguma a indígenas”.

A descortês e violenta atitude do homem branco feriu profundamente o orgulho do selvícola, mas, como estava para morrer de sede, mesmo em desespero, suplicou de novo: “Não posso mais andar. Tenha a bondade de me arranjar água para beber!”.

“Desapareça daqui! Não quero conversa com bugres”, foi à resposta, ainda mais violenta do que a primeira.

O indígena, o exausto pele vermelha, pouco a pouco se foi virando, para partir, mas seus olhos demonstravam o desejo intenso de vingança. Vagarosamente seguiu pela estrada do campo, até penetrar na mata densa, em direção de sua aldeia.

A jovem esposa do homem branco tinha ouvido a súplica insistente do homem das selvas, assim como a cruel recusa do marido. Ficara comovida e confusa. Quando o índio se retirava lentamente, sem poder andar direito, ela foi observá-lo da janela. Quando o trilho por que andava descia, para se encobrir mato adentro, a mulher viu o caboclo parar, trêmulo, cambaleante, e cair estendido no chão.

De repente apanhou um vaso d’água, um bule de leite e um bom pedaço de pão e, como o marido estivesse do lado oposto, saiu sem ser vista para acudir aquele pobre índio. Temia que estivesse morto. Chegando lá, porém, ao local, verificou que ele havia desfalecido em conseqüência da exaustão e da sede. Com a água fresca que levara e com palavras de simpatia, conseguiu fazê-lo voltar a si. Deu-lhe de beber e alimentou-o. Pediu, então, que não levasse em conta as palavras grosseiras do marido. Refeito, dentro de pouco tempo estava ele em condição de continuar a viagem. Antes, porém, de partir, tirou uma das penas brancas que trazia na cabeça e entregou-a, dizendo:

“Minha bondosa senhora, receba esta pena. Quando seu marido estiver caçando, peça-lhe para usá-la, para que possa escapar com vida. Eu havia planejado voltar e matá-lo. Por sua causa, no entanto, não farei isto. Se ele cair nas mãos de outros de minha tribo, só escapará se estiver com esta pena”.

Ao concluir estas palavras, com um porte elegante seguiu pelo restinho do trilho e desapareceu na vastidão da floresta.

Passaram-se três anos. Outros colonos se estabeleceram naquele mesmo distrito. Perto do fim do inverno, quando a alimentação estava ficando bastante escassa, os homens se organizaram e saíram num grupo para caçar. Antes de saírem, a esposa do homem que havia sido muito, muito grosseiro para com a pele vermelha, três anos atrás, pediu-lhe que usasse a pena branca do índio na lapela de seu paletó, repetindo-lhe as palavras do selvícola quando o fora socorrer. O marido riu-se, zombando da preocupação e do medo da esposa, e não queria usar a pena. Por fim, dada a insistência da mulher e para satisfazê-la, pregou-a no paletó e saiu.

As caças estavam raríssimas. Não aparecia o que matar. Andaram e andaram, mato adentro, mais longe do que haviam imaginado. O sol descambava no poente. Todos estavam procurando matar um lindo veado, tomando posição aqui e ali, correndo para mais adiante, sem se darem conta do tempo que corria também. Daniel Wilson ficara atrás dos companheiros, procurando endireitar os sapatos que o estavam maltratando bastante.

Quando ficou pronto, já estava escurecendo a noite. Apressou-se, correndo e buscando ver que direção haviam tomado os outros. As trevas, mo meio da floresta, não permitiam mais que visse as saídas. Era difícil andar. Estava perdido. Pensou que poderia ouvir os companheiros: assobiou, gritou, e nada. Pelejou e pelejou, até se convencer de que não havia outra coisa a fazer, a não ser permanecer a noite inteira na floresta e aguardar o amanhecer do dia.

Nisto, percebeu como que vultos erguerem-se ao seu redor. Poucos momentos, e estava ele nas mãos de um grupo de índios que pareciam selvagens. Amarraram-lhe as mãos e fizeram com que ele andasse á sua frente. Cansado, mas obrigado a caminhar mais e mais, horas e horas. Depois, todos de novo a caminho.

No dia seguinte chegaram à aldeia, na floresta, perto de um lago. Cabanas altas e de topo pontiagudo, mulheres e crianças, fumaça de fogo de cozinha, tudo indicava ser de grande importância àquela taba.

O aflito homem branco foi levado a uma cabana desocupada, ficando lá sob a guarda de dois bravos jovens. Era já tarde. O sol descia no ocaso. Ouvem-se rumores entre os selvícolas. Chega outro grupo de guerreiros, com o chefe à frente, um homem alto, de boa aparência, trazendo suas penas e com as pinturas que usam na guerra.

Contaram-lhe da captura do homem branco e ele foi vê-lo. Logo que viu a pena branca, reconheceu o cativo, o homem que, anos atrás, se havia negado de socorrê-lo, mal-tratando-o sem piedade.

“É muito feliz em estar usando a pena”, disse o chefe indígena. “Se não fosse isto, você seria morto esta noite. Por causa de sua esposa, que me tratou com bondade, prometi poupá-lo quando caísse em meu poder. Por que os homens brancos não são bondosos para com os irmãos de pele -vermelha? Os pele-vermelha só matam os brancos quando se vingam de qualquer crueldade de que foram vítimas.

“Agora irei levá-lo de volta a sua casa. Eu mesmo vou acompanhá-lo. Primeiro, porém, você precisa comer e descansar”.

Ao se retirar o chefe, dois jovens trouxeram-lhe comida e uma pele sobre que se deitar, para passar bem o resto da noite. E, cumprindo a promessa, de manhã, bem cedinho, aquele valoroso chefe indígena veio e saiu com o homem branco. Caminharam léguas e léguas, através da floresta, até chegarem ao ponto em que a mata termina e começa o campo. Nesta longa viagem, Daniel Wilson aprendeu a respeitar e a admirar o homem cuja honra salvou o inimigo cativo, em seu poder.

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História para educação infantil, A MENINA QUE SE TORNOU GRANDE

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- Clara! Clara!

A voz de David era trêmula e fraca, pois estava muito doente. Ele amava muito ao pai e à mãe, que lhe eram muito caros, mas na doença não queria perto de si outra pessoa senão Clara. Quando a menina saía do quarto, ele começava a gemer, a chorar e a chamar por ela. O doutor deu-lhe diferentes remédios, mas nenhum lhe parecia fazer bem algum.

Finalmente todos desanimaram, dizendo que nada mais podiam fazer por ele. Diziam todos que David não viveria por muito tempo mais – todos, menos Clara. Ela ficou sempre ao seu lado, refrescando-lhe, freqüentemente, a fronte escaldada pela febre ou dando-lhe bebidas nutritivas. Orava para que Deus o poupasse. Não o abandonava.

Clara faltou às aulas para cuidar de David. Ele ardeu em febre durante muito tempo, mas finalmente esta cedeu, deixando-o muito fraco. Contudo, não melhorava como devia. Afinal, passado um ano, o pai de David ouviu falar num doutor que tratava de modo diferente. O doutor veio e levou David para o seu sanatório, a fim de o tratar. E o menino começou a melhorar rapidamente. Quão contente ficou a família, e como se alegrou Clara de ter perseverado e feito tudo ao seu alcance por David, quando os outros pensavam já ser tarde.

Clara costumava fazer bem tudo o que empreendia. Em criança foi boa aluna, vindo mais tarde a ser professora. Era ainda nova quando começou a lecionar, muito mais nova do que a maioria dos professores, mas fez esplendidamente o trabalho. Tinha uma escola que ninguém conseguira dirigir, pois havia quatro rapazes bem grandes que estavam determinados a dominar a situação e expulsar qualquer professor, fosse homem ou mulher, que os viesse ensinar.

Clara tinha um modo especial de tratá-los, que os outros não tinham. Brincava com eles e lhes perguntava bondosamente se não lhe queriam prestar favores. Era tão paciente com eles que os conseguiu ganhar, levando-os a se tornarem alunos muito quietos e obedientes.

Clara ouviu dizer que havia em uma cidade próxima meninos e meninas que não tinham escolas em que pudessem aprender a ler, escrever e fazer contas. Isso certamente faz muitos anos. Havia umas poucas escolas, mas estas eram somente para pessoas que tinham bastante dinheiro para pagar os estudos. Clara achava que devia haver escolas gratuitas para os meninos e meninas pobres, tanto como para os filhos dos ricos. Mas todos diziam que ela nunca poderia fazer alguma coisa neste sentido; ela, porém, o fez. Suas escolas tiveram tamanho sucesso que muitos ricos tiraram os filhos das escolas que estavam freqüentando, para pô-los nas escolas de Clara.

Veio a guerra – a terrível guerra. Clara era agora um pouco mais velha, e embora fosse ainda pequena e delicada, tinha bastante determinação. Não podia consentir em ver homens sofrerem e morrerem nos campos de batalha sem os devidos cuidados. Era o tempo da Guerra Civil nos Estados Unidos. Rogou que lhe permitissem fazer alguma coisa, mas seus pedidos não foram atendidos, visto ser mulher.

Ela, porém, persistiu, sendo-lhe, finalmente, concedida a oportunidade de ir ajudar os feridos. Muitas vezes esteve sua vida em perigo. Certa vez, quando estava dando algo a beber a um homem ferido, foi-lhe o copo arrebatado da mão por uma bala. Doutra vez, uma bala rasgou-lhe a manga do vestido. Ela, porém, continuou lidando com os feridos, dando água fria aos sedentos e confortando os moribundos.

Foi a fundadora da Cruz Vermelha Americana, que tanto tem ajudado aos que sofrem, em suas necessidades. Nunca há um terremoto, maremoto, enchente, guerra, ou qualquer outra terrível calamidade que as enfermeiras da Cruz Vermelha ali não estejam para fazer o possível em favor do povo.

Clara Barton propôs em seu coração, quando ainda menina, fazer quanto lhe fosse possível para ajudar aos que sofrem. Pôs bem alto o alvo, e seu nome é exaltado como de uma mulher digna de toda estima.

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Portugues - atividade: Textos com Cedilha "Ç"

Thursday, March 12, 2009 0 comments
PALHAÇO

É UMA PALAVRA COLORIDA,
QUE DANÇA, REBOLA,
SACODE A PANÇA,
SALTA E TOMBA,
BATE E ESFOLA
TODA A POUPANÇA.
ELIAS JOSÉ





O PALHAÇO

QUE ROSTO SERÁ QUE SE ESCONDE
ATRÁS DO ROSTO DO PALHAÇO?
SERÁ QUE NÃO SE CANSA
DE FAZER TANTA GRAÇA?
ONDE SERÁ QUE ARRUMA ESPAÇO
PARA GUARDAR TANTA DANÇA?
SERÁ QUE TEM UM ARMÁRIO
ESCONDIDO BEM NO PEITO?
SERÁ QUE LEVA UMA VIDA
SEMPRE RINDO DESSE JEITO?
OU SERÁ QUE ÀS VEZES TAMBÉM SENTE
UMA TRISTEZA DANADA?
ROSEANA MURRAY

O CAROÇO
MARIA DINORAH

NO FUNDO DO POÇO
SURGIU UM CAROÇO.

CHAMARAM O MOÇO
PRA VER O CAROÇO
DO FUNDO DO POÇO.

SERÁ QUE O CAROÇO
DO FUNDO DO POÇO
É FEITO DE OSSO?

CUIDADO, SEU MOÇO!
NÃO QUEBRE O CAROÇO!

DO FUNDO DO POÇO
O POBRE DO MOÇO
RETIRA O CAROÇO.

TINHA QUATRO PATAS
E UMA CABECINHA.

E ERA APENAS
A TARTARUGUINHA
DA VIZINHA.

O PALHAÇO FUMAÇA

O PALHAÇO FUMAÇA
É UMA GRAÇA!
ELE É PESCOÇUDO,
SURDO E CABEÇUDO.
ELE TEM ...
UM JEITÃO DESENGONÇADO,
UM CHAPÉU ENGRAÇADO,
UMA CALÇA AMARROTADA.
ELE VIVE SEMPRE CERCADO
POR TODA A CRIANÇADA
QUE ADORA SUA PALHAÇADA.

O PASSEIO

LÁ VEM O TREM!…
PASSA AÇUDE, PASSA ROÇA
E TAMBÉM A PASSARADA.
PASSA GARÇA E CARROÇA,
PASSA MOÇA ASSANHADA.
PIUÍ!…PIUÍ!…
PASSAGEIROS NA JANELA
OLHAM TUDO COM ATENÇÃO.
E O TRENZINHO ANUNCIA
QUE CHEGOU NA ESTAÇÃO.
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05 - A HONESTIDADE DE HENRIQUE - histórias infantis

Monday, May 12, 2008 0 comments
Uma carteira de senhora no banco do bonde! Foi a descoberta que Henrique fez no momento em que o bonde arrancava, depois de uma parada. Henrique vira à senhora que acabava de descer. Tinha-a visto no bonde e lembra-se de que essa era a carteira que ela levava.
Imediatamente tocou a campainha. Desceria na primeira esquina. Era o que de melhor poderia fazer. Precisava encontrar a dona da carteira. Voltou depressa à esquina onde a senhora havia descido e encaminhou-se para o lado onde ele a vira seguir. Correu vários quarteirões, olhando à direita e à esquerda, em cada esquina que chegava, para ver se a via. De repente percebeu que assim nada faria. Parou um pouco para pensar e nesse momento encontrou um de seus amigos, um jovem mais ou menos de sua idade.
- Parece que você andou correndo – disse Jaime. – Está muito agitado. Que aconteceu?
Henrique contou rapidamente a história da carteira e explicou que não sabia como entregá-la à dona.
- Suponho que pertence a alguma senhora rica – disse Jaime rindo – e você espera receber uma gratificação. Bem poderia ficar com a carteira. Você não receberá mais do que ela vale e contém. E isso de querer encontrar uma pessoa de quem não sabe o nome, é como procurar agulha em palheiro.
- Não me parece que a dona seja rica, disse Henrique, e, portanto não faço isso visando uma recompensa. Ela vestia-se bem, porém suas roupas não pareciam ser de muito preço. Quanto a encontrá-la, creio que você tem razão. Mas, quem sabe, se eu olhasse dentro da carteira encontraria o nome e o endereço.
- Como me haveria de rir se nela estivessem apenas alguns níqueis! Isso sim seria uma boa peça, depois de tanta correria...
- Oh! Isso não teria importância alguma, replicou Henrique. Não é a quantia de dinheiro que haja dentro o que me preocupa, mas sim a sua devolução. Você sabe que, segundo dizem, os grandes ladrões começaram com pequenas desonestidades. Tenho certeza de que todos os que acabam roubando automóveis ou grande soma de dinheiro, começaram roubando apenas alguns níqueis.
- Nunca pensei nisso – disse Jaime. Mas acho que você tem razão. Muitos começam até por uma fruta ou umas balas. Já tenho visto tanta gente fazer isso e não dar a mínima importância ao caso! Essas coisas, porém, não lhes pertencem e mais tarde, como você já o disse, farão roubos mais vultuosos.
- Voltando ao assunto da carteira, vejamos o que ela contém.
Henrique abriu a carteira e exclamou:
- Oh! Aqui está um cartão!
Diz: “Sra. H. Lemos, ao cuidado do Dr. D. Lemos. É uma pessoa de muita influência. Tinha uma expressão muito agradável, mas não era diferente de qualquer outra senhora”.
- Talvez, no final você acabe recebendo mesmo uma gratificação – disse rindo Jaime.
- Talvez..., Respondeu Henrique; mas eu não estava pensando nisso.
- Já sei – replicou Jaime. – Já sei. Sei que é honrado. Sei que você não pensava na recompensa, mas dava o primeiro lugar às coisas que vêm em primeiro lugar. Antes de tudo você quis devolver a carteira.
Ao olharem um pouco mais, viram que havia alguns cheques de banco. Não os contaram. Fecharam depressa a carteira, depois de descobrirem o endereço da Sra. Lemos.
- Devo ir bem depressa à casa do Dr. Lemos a fim de encontrar sua mãe e entregar-lhe a carteira. Já passei pela casa dela, mas não a vi porque mora na terceira casa depois da esquina e já havia entrado quando lá cheguei. Quer vir comigo, Jaime?
- Não. Preciso voltar para casa. Foi você quem achou a carteira. Não tenho parte nesse assunto. Sinto-me orgulhoso em ser seu amigo. Creio que amanhã a notícia sairá nos jornais.
Henrique não demorou muito para chegar à casa do Dr. Lemos. Que diria? Não teve, porém, de esperar muito. Perguntou simplesmente se a Sra. Lemos morava ali. Fizeram-no passar por uma sala onde a mãe do doutor estava sentada junto ao telefone.
Já havia mandado, pelo telefone, um anúncio para o diário e telefonara para a companhia de bondes para que revistassem o carro em que viajara, quando chegasse ao extremo da linha.
- Acho que tudo será em vão, pensou ela. O mais provável é que alguém a encontrou e quem quer que seja que a tenha achado poderá aproveitar bem a quantia de dinheiro que continha.
Nem sequer ergueu a cabeça para ver quem estava entrando. Henrique se deteve e disse:
- A senhora conhece esta carteira?
Sua tristeza tornou-se alegria. Henrique nunca soubera quanto prazer podia infundir num momento.
- Oh! Minha carteira! Sim, conheço-a, mas até me parece mentira. Pensei que jamais a tornaria a ver. E aqui estão também os meus cheques. Nunca poderei recompensá-lo bastante por isso. Dar-lhe-ei dinheiro, mas quero que saiba que aprecio muito um rapaz honrado. São muito poucos. Sente-se. Quero conversar com você antes que se retire. Quero saber seu nome e seu endereço. Ah! Seu nome é Henrique Martins e mora na Rua do Comércio, 496! Muito bem! Quero que me conte como encontrou minha carteira, e porque correu tanto para me encontrar quando podia ter ficado com ela, como faria a maior parte dos meninos de sua idade. Ah! Sim. Seus pais o ensinaram a não guardar qualquer coisa que não fosse sua, não é?
O rapaz anuiu com a cabeça.
- Sim. Lembro-me de quando era bem pequeno, uma vez brincara com um menino vizinho de casa, e levara para casa umas lindas bolinhas que lhe pertenciam. Ele possuía muitas e nem sequer daria pela falta daquelas. Ao chegar a casa, mamãe me perguntou onde as conseguira. Quando lhe disse que Benjamim tinha muitas e que aquelas não lhe fariam falta, falou-me do mal que eu acabara de fazer. Que pensa a senhora que minha mãe disse? Lembro-me de suas palavras, como se ela as houvesse dito hoje:
“- Filho, essas bolinhas não são tuas e não podes guardá-las. Eu irei contigo à casa de Benjamim e lhe devolveremos as bolinhas, dizendo que nunca mais tomarás alguma coisa que não te pertence”.
“Muito me custava fazer isso, mas minha mãe insistiu em que eu os fizesse. Quando disse a Benjamim e a sua mãe quanto lamentava ter feito isso, sua mãe me olhou sorrindo e isso me animou. Disse ela a minha mãe que poderia ficar com as bolinhas, pois Benjamim possuía muitas. Minha mãe, porém, insistiu em não aceitá-las por eu as ter levado sem permissão. Não ouvi muito mais o que minha mãe e a de Benjamim falaram, porque comecei a brincar com meu companheiro, mas escutei esta frase de mamãe:
“- Quero que meu filho seja sempre honrado e nunca tome alguma coisa que não lhe pertença”.
- Agora compreendo esse seu gesto, disse a Sra. Lemos. Um jovem cuja mãe proporciona tais lições, nunca verá o cárcere. Muito bem, meu filho. Viva sempre de acordo com esses ensinos e nunca se perderá.
Depois de curto silêncio, Henrique disse que sua mãe o esperava. Acrescentou ainda que seu pai fora sempre muito escrupuloso em todos os negócios.
- Aqui estão duzentos cruzeiros pelo trabalho que teve em me procurar. Quero que venha sempre me visitar depois de sair da escola. Você trabalha?
- Faço trabalhinhos aqui e ali, quando os consigo, porque são tantos os meninos da vizinhança que procuram trabalho que não quero ser egoísta, pois muitos deles necessitam trabalhar tanto quanto eu. Seria uma felicidade arranjar um trabalho fixo durante as férias. Mas preciso ir. Quero agradecer muito por este dinheiro. Nunca tive tanto!
Nesse dia, quando o Dr. Lemos voltou para casa, sua esposa e sua mãe lhe contaram do jovenzinho que havia devolvido a carteira. O doutor guardou silêncio por um instante, dizendo depois:
- Estão precisando de um rapaz de confiança na farmácia que fica em baixo do meu consultório. Terá uma oportunidade para subir, e poderá também trabalhar durante à tarde quando começarem as aulas.
Tomou o telefone para falar com o farmacêutico. Depois de explicar porque se interessava por aquele rapaz em particular, o farmacêutico respondeu:
- Diga-lhe que se apresente para o trabalho amanhã de manhã.
Os anos que se seguiram demonstraram que Henrique e a farmácia eram inseparáveis, porque Henrique era fiel nas mínimas coisas. Podia-se ter nele toda confiança e seu patrão mostrava tê-la.
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Pense nisso - ligue os pontos

Friday, August 17, 2007 0 comments

Todos nós vivemos sob o mesmo sol...
Todos nós caminhamos sob a mesma lua.
Então por que, diga me por que,
não podemos viver em união?

Mark Hudson






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Jornada - 52 histórias infantis - 4/52 A HISTÓRIA DE ESTELA

Monday, June 11, 2007 0 comments

04 - A HISTÓRIA DE ESTELA

Tessa era uma idosa senhora que vivia num dos mais pobres bairros de Roma. Pobre, sem amigos, fiava para ganhar a escassa subsistência.

Convertida à religião cristã, Tessa muitas vezes se dirigia de noite às catacumbas, onde pequeno grupo de consagrados cristãos se reunia secretamente para o culto.

O imperador Nero olhava com amargo ódio a todos os cristãos, e seus soldados sempre estavam de vigia para prendê-los. Era plano desse monstro, para exterminar a nova religião, mandar todos os cristãos serem espedaçados por feras, para divertimento do povo romano.

Sendo muito pobre e inteiramente desconhecida, Tessa nunca era molestada pelos soldados e vivia em paz fiando, fiando o dia todo.

Certa noite bateram à porta. Embora fosse tarde e ela nunca recebesse visitas, não temeu levantar-se e abri-la. Que tinha a recear quem era tão pobre? Entrou um homem, conduzindo pela mão uma meninazinha.

- Lúcio exclamou Tessa, admirada. A esta hora! Que grave acontecimento levou você, professor cristão, a expor-se aos perigos destas escuras e perversas ruas?

- Silêncio! Disse ele, levando o dedo aos lábios. Não posso demorar-me. Foram presas hoje centenas de verdadeiros crentes. Amanhã ou depois, serão lançados aos leões.

- Ah! Que crime cometeram? Suspirou Tessa.

Lúcio apenas meneou a cabeça e murmurou “ai”!

- Esta menininha, continuou, trazendo para frente à criança, chama-se Estela. Os pais foram levados e condenados à morte. Salvei-a e trouxe-a aqui. Sei que a senhora é pobre. É lhe possível cuidar dela?

- Sim, certamente, respondeu Tessa. Sempre foi meu sonho ter uma frágil criaturinha, como essa para amar e proteger. Agora Deus me concedeu esse desejo. Louvado seja Seu nome!

Trabalharei para duas, isso é tudo.

- Deus a recompensará também por isso. E agora preciso ir. Adeus, Estelinha. Que o céu as abençoe e as livre da mão dos ímpios!

- Amém! Disse Tessa. Aonde vai a esta hora?

- Unir-me no cárcere a meus infelizes irmãos. Cumpre-me levar-lhes, em seus últimos momentos, o conforto da oração e da palavra de Deus, e depois morrer com eles.

- Quão nobre e bom é você! volveu Tessa, inclinando-se.

Estela era uma criança doce e terna, e sua presença foi um raio de sol na pobre habitação de Tessa. Nada sabia da terrível sorte dos pais e, pequenina como era, logo se habituou ao novo lar. Começou a chamar a Tessa “mãe” e interessou-se profundamente na fiação.

Passaram-se assim longos anos e a criança tornou-se encantadora moça. Nada veio empanar o brilho da quieta casinha, e Tessa começou a nutrir esperanças de ter o imperador encontrado algum outro divertimento que não o de matar cristãos.

Ah! Em breve deveria ser-lhe desfeita a ilusão. Circulou em Roma a notícia de que a estátua de Nero fora danificada por pequeno grupo de cristãos e, sem verificar se isso era ou não verdade, o imperador começou a castigá-los mais que antes.

Dessa vez Tessa e sua amiguinha não escaparam. Foram levadas por soldados e postas em celas separadas, entre outros infelizes prisioneiros, todos condenados à morte.

Chegou a manhã do fatal dia em que todos deveriam ser lançados às feras. As celas em que estavam encerrados os crentes eram prisões ao redor da grande arena, ou circo, e a ela davam acesso, separadas por barras de ferro. Através dessas barras, os infelizes prisioneiros que ainda esperavam sua vez, viam os companheiros sendo mandados à morte.

Os assentos ao redor do vasto circo elevavam-se fileira sobre fileira e estavam tomados por pessoas que se compraziam em assistir a esses terríveis espetáculos. Ninguém os apreciava mais que o próprio Nero. Lá estava ele no camarote imperial, numa espécie de embriagado torpor, contemplando a tortura dos cristãos.

As últimas a serem mandadas para a arena foram Estela e a velhinha. Ao ver Tessa, a menina exclamou: “Oh, Mamãe!”. Correu para ela pondo-lhe os braços em volta do pescoço. Estela não viu os leões, nem o imperador, nem o vasto auditório que a contemplava, mas unicamente a amiga, a quem estreitou nos braços.

De repente Tessa soltou um grito penetrante. “Olhe”! Disse ela apontando para frente, com mão trêmula. Estela voltou-se. Enorme leão africano para elas se dirigia com passo lento e majestoso.

Tessa ajoelhou-se e começou a orar. Estela, encarando o leão, postou-se firmemente em frente da senhora, como para protegê-la. Nessa posição, olhava resolutamente ao animal, enquanto de todos os lados se levantavam murmúrios de admiração. Até o imperador, surpreso ante a estranha cena, inclinou-se para frente.

O leão avançava. Estela estendeu os braços para fechar o caminho entre a fera e sua mãe adotiva. Os romanos nunca tinham visto tanta coragem, e estrepitosos aplausos encheram o ar.

Ao ver o que aconteceu caminhou-se para o terrível animal, ajoelhou-se e, pondo-lhe os braços em volta do pescoço, acariciou-o suavemente. Ele deteve-se por um momento, entre os braços da jovem, e depois, vagarosa e calmamente, voltou-se e foi-se embora.

Nero riu-se. Agradou-lhe a romântica cena. Essa pequena fez alguma coisa nova, disse ele. Não vemos todos os dias tal coragem. Que ela e a mãe sejam postas em liberdade.

Minutos depois, ambas se dirigiam para casa, louvando a Deus pelo milagre que operara para salvá-las.


Caso tenha materiais de Dinâmicas de Grupo, Apostilas de Educação Infantil, Cursos, e-books, ou qualquer material para disponibilizar e ajudar deixe um comentário e endereço eletrônico para contato.




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Jornada - 52 histórias infantis - 2/52 A EXPOSIÇÃO DE FLORES DE GUILHERME

Friday, June 8, 2007 0 comments

A EXPOSIÇÃO DE FLORES DE GUILHERME

Guilherme, um dia, foi com sua escola visitar uma exposição de flores. Era muito divertido sair com os professores e com as outras crianças. Guilherme deu a mão para seu melhor amigo e para algumas outras mamães, e os professores também estavam ali junto com eles.

Quando voltou para casa, Guilherme contou para a mãe tudo o que tinha visto na exposição de flores. Ele contou que tinha visto flores azuis, flores cor-de-rosa, e flores amarelas. Havia muitas flores, tipos diferentes, eram tantas que Guilherme não pôde ver tudo.

Guilherme estava tão excitado que quase não podia parar de falar.

A mamãe ficou feliz em ver que Guilherme gostava de flores. E ela disse:

- Guilherme, estou contente porque você gosta das flores, porque algum dia nós vamos a um lugar onde existem flores muito mais bonitas do que as que você viu hoje.

- Onde, mãe? Onde? Eu quero ir – disse Guilherme feliz, pulando, pronto para ir ali.

- Não é agora, Guilherme – disse a mamãe. – Logo Jesus vai voltar para nos levar a um lugar maravilhoso, chamado Céu. Lembra que estudamos sobre o Céu na lição da Escola Dominical. Lá vamos ver lindas flores como as que você viu hoje, e além disto, haverá outras coisas bonitas. Lá vai haver bonitos pássaros que cantam, e animais com os quais poderemos brincar. Além disso, todos vamos ter uma coroa brilhante para usar. Vai ser maravilhoso ir para o Céu. E Jesus vai estar conosco lá. Ele vai nos dizer o nome de todas as flores, também vai fazer com que elas cresçam. Eu quero ir para o Céu, você também quer?

- Sim, mamãe, eu quero ir para o Céu. Quero ver as flores, quero usar uma coroa, e principalmente, quero ver a Jesus – disse Guilherme para sua mãe.

Eu também quero ir, e vocês?

Que coisas Jesus criou que vocês gostam hoje? Vocês acham que elas serão ainda melhores quando estivermos lá no Céu? De que maneira?


Ainda tenho mais histórias!!! Faltam 50 para a jornada acabar!

Amanhã tem mais!


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Jornada - 52 histórias infantis - 1/52 A BOA IDÉIA DE SUZANA

Thursday, June 7, 2007 0 comments

A BOA IDÉIA DE SUZANA

A história que segue mostra como Suzana escolheu fazer o que agrada a Jesus.

Suzana olhou alegremente ao seu redor e para os pequenos convidados. – Faço sete anos hoje! Disse ela. Dentro de um ou dois minutos abrirei meus presentes de aniversário. Então encontrarei o relógio de pulso que o papai e a mamãe prometeram dar-me, quando eu fizesse meu sétimo aniversário!

Suzana desatou fitas azuis, fitas amarelas, fitas cor-de-rosa – um verdadeiro arco-íris de fitas. Quão interessante era ter uma festa de aniversário!

- Trouxe-te um jogo para limpeza de casa de verdade! E Leti sorriu para Suzana, enquanto os negros cachos lhe dançavam pela face. – Olha, Sue! Leti ajudou Suzana a desembrulhar o pequenino esfregão para a limpeza do pó, o vidrinho com óleo para a limpeza de móveis, e foi Leti quem colocou em Suzana o lindo aventalzinho estampado de flores alegres. Até havia um pequeno espanador, e uma vassoura!

- Você agora pode arrumar seu próprio quarto, Suzana, disse-lhe a mãe, sorrindo.

Suzana acenou com a cabeça.

Ajudar a mamãe agora seria coisa realmente bem interessante.

Tinha somente mais um presente a desembrulhar e esse devia ser o relógio de pulso. Havia numa caixa cor-de-rosa e prateada. Havia realmente um relógio! E aí Suzana viu Neti, com seu engraçado narizinho chato, espreitando pelos vãos da cerca. Nete parecia estar fazendo o possível para não chorar! Não vou convidar Neti Almeida, vai se desfazer em pranto e molhar todos os meus presentes, e portar-se mal, dissera Suzana a sua companheira predileta Leti. Esta concordara com ela...

Suzana voltou as costas para a cerca, e fez de conta que Nete fora embora. Começou a brincar de “lenço-atrás” com as outras crianças, mas, por mais que fizesse, não podia achar graça no brinquedo. Não, não havia graça alguma. Até Leti não demonstrava vontade de brincar, e olhava triste para Neti.

Durante toda a manhã Suzana excluíra Neti da mente. No dia anterior, quando sua mãe lhe dissera bondosamente: - Querida Suzana, não gostaria você que Neti tomasse parte, amanhã, na sua festinha de aniversário? Suzana batera o pé e dissera: “Não!”.

A mãe estivera muito ocupada, fazendo os bolos para a festinha, e arranjando os brinquedos e outras coisas, mas parara para dizer: - Temo que você magoe Neti, Suzana. Bem sei que lhe prometi que poderia escolher os companheiros que desejava que viessem no seu aniversário, mas não seria melhor que qualquer hora, hoje, você desse um pulo e convidasse Neti? Ela, certamente, não assiste a muitas festas de aniversário, e haveria de gostar bastante se a convidasse. Não espere que lhe traga um presente, querida, porque seus pais são muito pobres.

Tão ocupada estava a mãe de Suzana com os planos da festinha, que se esqueceu de Neti, justamente como Suzana esperava que acontecesse.

- Convidou Neti? Perguntou-lhe a mãe. (Suzana pendeu a cabeça e corou de vergonha, pois ela e Leti haviam rasgado o lindo cartão cor-de-rosa do convite reservado para Neti.) Confiei na minha pequena, senão eu mesma tê-la-ia convidado, disse gravemente a mãe de Suzana, demonstrando estar bem triste.

Suzana sentiu-se muito mal. Ali estava ela, com os presentes empilhados ao seu redor e o belo relógio de pulso no braço a fazer tique-taque, mas não tinha nem um pouco de alegria. Nem um pouco! Suzana sentiu como se fosse a menina mais infeliz do mundo, pois repentinamente vira quão egoísta tinha sido, quão falta de bondade para com Neti. Todos podiam ver Neti choramingar agachada atrás da cerca, procurando ver a mesa de aniversário!

Foi nesse momento que Suzana teve a boa idéia.


Girou velozmente, e correu o mais depressa possível até o passeio e ao redor da cerca, até encontrar Neti. – Venha para a festa! Suzana tomou na sua à mão de Neti, apertando-a com satisfação. Quão bem se sentia agora!

- Vou dar-te o meu aventalzinho branco. Neti quero dizer que será seu mesmo... Já fiz sete anos hoje; sete, realmente! E Suzana meditava, enquanto cortava um pedaço do bolo de aniversário para Neti. “Não posso continuar a ser mesquinha para ninguém, porque estou quase moça!”.


sem fonte original, caso alguem saiba, por favor me informe



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