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O FACEBOOK E OS ÁRABES

Tuesday, May 31, 2011
Fonte: época
Na semana passada, o americano Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, negou que seu site de relacionamento é um elemento essencial no levante árabe. Segundo ele, mais importante é a internet, que deu outra dinâmica às comunicações, incluindo entre os revolucionários árabes. Apesar da modéstia de Zuckerberg, é fato que seu site virou uma ferramenta fundamental no Egito em transição.
Wael Ghonim, o executivo do Google que estava por trás dos primeiros protestos, em 25 de janeiro, usou o Facebook – e a comunidade Somos Todos Khaled Said – para arregimentar manifestantes. A história de Ghonim chegou ao público de todo mundo e a importância do Facebook cresceu de forma exponencial no mundo árabe. Como O Filtro mostrou no mês passado, o crescimento do número de usuários do Facebook no mundo árabe cresceu 100%.
O governo transitório do Egito reconheceu a importância do site de relacionamentos ao criar sua própria página no Facebook, por meio da qual transmite comunicados à população, como fez na renúncia do primeiro-ministro Ahmed Shafiq.
Outra entidade egípcia que mantém um perfil no Facebook é a promotoria pública, responsável pelos processos contra ex-ministros do regime de Hosni Mubarak – três já foram condenados à prisão – e contra a própria família do ex-ditador. Nesta terça-feira (31), a promotoria divulgou em sua página oficial um comunicado informando que Mubarak, doente, seguirá internado na cidade litorânea de Sharm el-Sheikh. O jornal Al Masry Al Youm conta:
A promotoria pública disse que um relatório médio preparado por um painel de médicos não recomenda a transferência do ex-presidente para o hospital da prisão de Tora. O time de cardiologistas enviado pela procuradoria para reexaminar Mubarak disse que o hospital de Tora não é equipado para receber um paciente em condições críticas. Mubarak “sofre de repetitivos ataques de fibrilação atrial, acompanhada de severas quedas de pressão arterial e reduções momentâneas de circulação de sangue para o cérebro, o que leva a momentos de perda de consciência”.
Também estão no Facebook a Presidência do Conselho de Ministros do Egito, o gabinete do primeiro-ministro do Egito; o próprio primeiro-ministro, Essam Sharaf, além da União da Juventude Revolucionária, uma entidade que surgiu para lutar pelos interesses dos jovens que participaram no movimento iniciado em 25 de janeiro.
Zuckerberg pode negar, mas para o Egito o Facebook foi, e é, fundamental.




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